A ansiedade costuma ser percebida como um inimigo súbito: o peito aperta, a cabeça corre, o corpo pede fuga. Mas por trás desse ataque existe uma lógica — o corpo tentando prevenir perigos (reais ou imaginários) com recursos antigos de sobrevivência.
Para quem convive com ansiedade, a vida vira um estado de alerta contínuo: decisões pequenas se transformam em crises, o sono fica fragmentado e as relações perdem leveza.
A primeira medida que ajuda é aceitar que ansiedade tem função e sentido; negar ou lutar só a mantém em posição de poder. Em seguida, é importante criar ferramentas concretas: rotinas regulares de sono e movimento, práticas de respiração que interrompam o ciclo de pânico, rituais de grounding (ex.: 5-4-3-2-1) para ancorar o corpo no presente e conversas que ampliem a compreensão sobre gatilhos emocionais.
Na psicanálise, trabalhamos em duas frentes: alívio imediato (estratégias para quando a ansiedade aparece) e investigação profunda (qual desejo, medo ou história pessoal alimenta essa angústia?). Esse trabalho duplo transforma a relação com a ansiedade: de inimiga incontrolável passa a ser um sinal que você pode ouvir, nomear e responder com escolhas.
A terapia dá espaço para que você entenda seus padrões e construa uma rotina emocional que permita respirar mais vezes ao longo do dia.
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