Luto e perdas — “Saudade que dói: como atravessar uma perda sem se perder”

Perder alguém ou algo significativo é experiência que reorganiza o mundo interno. O luto combina memória, saudade, culpa, raiva e ausência — nem sempre em ordem lógica. Muitas culturas apressam “voltar ao normal”, mas o luto têm seu próprio tempo e seus próprios rituais necessários.

Em terapia, trabalhamos oferecendo um lugar seguro para contar a história do afeto perdido, para reconhecer ambivalências (amar e, ao mesmo tempo, sentir alívio ou frustração), e para construir rituais simbólicos que mantenham a presença do outro sem paralisar a vida.

O processo inclui validar sentimentos contraditórios, lidar com expectativas familiares e sociais, e aprender a transformar a dor em lembrança que não impede o movimento. Também é importante praticar cuidado corporal (sono, alimentação, atividade física leve) e buscar redes de apoio concretas.

A elaboração do luto não significa esquecer; significa reorganizar a presença do que foi perdido dentro de uma vida que continua. Com acolhimento e tempo, a saudade se torna uma forma de presença que colore a vida sem dominá-la.

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